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Preços do agro na semana: arroz sobe e café arábica recua

principais fatores de atenção estão o câmbio, a evolução das lavouras nos eua.


Foto: Pexels - Magda Ehlers

Os preços agrícolas encerraram o período entre 10 e 16 de julho com predominância de altas, mas sem um movimento uniforme entre as commodities.

O arroz apresentou a maior valorização entre os indicadores analisados. soja e milho também avançaram, enquanto o café arábica recuou e o robusta fechou o intervalo com pequena alta.

As variações foram calculadas pela comparação direta entre os valores de 10 e 16 de julho. Os preços e as especificações de cada indicador são do Cepea/Esalq.

O Indicador do arroz em Casca Cepea/Irga-RS, referente ao produto com 58% de grãos inteiros, passou de R$62,10 para R$64,30 por saca de 50 quilos.

Na média oficial calculada pelo Cepea, o indicador ficou em R$63,37 entre 13 e 16 de julho, avanço de 2,87% diante da média da semana anterior.

A valorização foi mais intensa do que a observada nas demais commodities analisadas. Para produtores e compradores, o movimento aumenta a importância do acompanhamento dos estoques, do ritmo de comercialização e da disponibilidade regional.

No Paraná, o indicador da soja avançou 1,03%, para R$133,94 por saca. Em Paranaguá, a variação foi de apenas 0,10%, com fechamento em R$140,58.

A diferença mostra que os mercados do interior e do porto podem responder de maneiras distintas às condições regionais de oferta, demanda, frete, câmbio e prêmio de exportação.

Para o produtor, isso significa que a cotação de referência não deve ser analisada isoladamente. O preço efetivamente recebido depende da localização, do custo logístico, da qualidade e das condições comerciais de cada negócio.

O milho terminou 16 de julho cotado a R$ 64,87 por saca, alta calculada de 0,56% em relação ao dia 10. No acumulado de julho até o dia 16, o indicador do Cepea registrava valorização de 2,03%.

O movimento semanal foi moderado, indicando um mercado menos acelerado do que o observado no arroz.

O café arábica recuou 0,91% entre os dois fechamentos, apesar de ainda acumular alta de 8,11% em julho até o dia 16.

O robusta avançou 0,44% na comparação semanal e acumulava valorização mensal de 2,90%.

Essa divergência reforça que “preço do café” não deve ser tratado como uma cotação única. Arábica e robusta possuem mercados, qualidades, regiões produtoras e demandas industriais diferentes.

Entre os principais fatores de atenção estão o câmbio, a evolução das lavouras nos Estados Unidos, o ritmo das exportações brasileiras, os custos de frete e a disposição de venda dos produtores.

Nota: a tabela compara os fechamentos de 10 e 16 de julho de 2026. Não representa uma média ponderada de todos os negócios realizados no Brasil.

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